sexta-feira, 8 de setembro de 2017

APOPHANOUS (Progressive Thrash Metal - São Paulo/SP)


Banda: APOPHANOUS

Início de atividades: Fevereiro de 2015

Discos lançados: “Obliteration Has Come” EP (Abril/2016)

Formação atual: Álvaro Albuq (baixo, backing vocals), Fábio Trevisan (bateria), Tiago Lima (guitarras) e Vitor Alcântara (vocais)

Cidade/Estado: São Paulo/SP.


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Vitor: O início da banda basicamente possui duas histórias paralelas que se cruzam. Uma envolve o Fábio (bateria) e eu (vocalista) que resolvemos procurar por pessoas interessadas e engajadas em fazer um som pesado autoral de forma séria.

O outro lado da história envolve o Tiago (guitarra) recém-chegado em SP que decidiu procurar por pessoas a fim de tocar um som autoral pesado e com qualidade. A Internet foi responsável por juntar as duas histórias e o resultado foi a APOPHANOUS!

Meses depois o Álvaro apareceu para completar o time. Na época nós 3 (Fabio, Álvaro e eu) trabalhávamos na mesma empresa e um dia, em uma conversa no café, combinamos um ensaio e desde então o Álvaro integra a banda completando esse choque de universos.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

A nossa maior dificuldade vai além do cenário. São Paulo é uma cidade enorme e todos nós trabalhamos longe de nossas casas, custando boa parte do dia em deslocamento, o que interfere nos nossos estudos como músicos. O mesmo se reflete no fato de não morarmos todos no mesmo bairro. Acreditamos que se estivéssemos próximos os resultados seriam superiores.

Com relação ao cenário uma grande dificuldade é o acesso às casas de shows, aos eventos e as oportunidades de mostrarmos o nosso trabalho de forma orgânica, sem forçar a barra ou precisar de um “empurrãozinho”. Em São Paulo também há uma característica cultural onde a demanda por bandas cover é maior que bandas autorais, tornando as oportunidades ainda menores.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Atualmente nosso foco está direcionado às composições do nosso futuro álbum, mas temos contato com alguns produtores e algumas casas de show que possuem boa estrutura para eventos de Metal e o público também é bastante participativo. Posso citar, por exemplo, o Centro Cultural Zapata, no centro de SP que abre as portas para as bandas independentes com boa estrutura e sem exigir venda de ingressos abusivos ou coisas do gênero. No geral temos várias casas de Metal/Rock na cidade para todos os públicos e estilos.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

A cena Metal é muito envolvida em saudosismos e não podemos negar que muita coisa mudou do final dos anos oitenta para os dias de hoje. Mas as épocas mudam, o público muda. Porém a essência sempre estará lá. Grandes nomes partem e outros novos surgem, ainda que aqueles mais ortodoxos torçam o nariz para tal.

Nós procuramos seguir firmes, fazer o nosso som, com a nossa personalidade e enquanto houver alguém batendo cabeça nós estaremos lá!    


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

A coisa é mais embaixo. Para o cenário dar certo falta o Brasil dar certo (risos). Os grandes shows são caros, o custo dos consumos é caro (10 reais numa cerveja é sacanagem!!!), vivemos todos momentos bem difíceis economicamente e tudo isso de certa forma reflete no cenário.

Por fim, a mudança depende de todos nós: das bandas, dos coletivos, dos produtores de evento, das casas de show, da mídia independente e do público. Só é ouvido quem é grande, e unidos somos colossais!


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Gostaríamos de agradecer ao Metal Samsara pela oportunidade e pelo bate papo! Agradecemos também a todos os leitores e convidamos para que fiquem ligados nas novidades em nossa fanpage! Por fim, conheçam as bandas locais da sua cidade. Tem muita coisa boa surgindo e muitas bandas com potencial incrível para serem as novas grandes bandas.


Wake up! It’s not a Dream!!



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