domingo, 17 de setembro de 2017

FIREGUN (Thrash/Groove Metal - Guarulhos/SP)


Banda: FIREGUN

Início de atividades: Outubro de 2009

Discos lançados: “What’s the Reason?” (EP 2013), “Back With the Fuck Up!” (Single 2017)

Formação atual: Raimundo Rodrigues (vocais), Ricardo Oliveira (guitarras), Ivan Santos (guitarras, backing vocals), Samuel Martins (baixo, backing vocals), Yuri Alexander (bateria)

Cidade/Estado: Guarulhos - SP


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Raimundo: Éramos amigos de escola, estudávamos todos na mesma sala no segundo colegial do ensino médio, exceto o nosso batera Yuri e sempre tivemos uma grande paixão pela música.

Quando nos conhecemos, tínhamos muitas coisas em comum, inclusive musicalmente.

Cada um já tocava ou estava aprendendo a tocar algum instrumento, começamos a montar um setlist de músicas que gostávamos, principalmente sons voltados para o Hard e Heavy e começamos a nos reunir para toca-las, sem compromisso mesmo, mas o entrosamento foi grande, fomos nos dando tão bem e as coisas iam rolando de tal forma que um ia sempre aprendendo com o outro e  passávamos horas e horas nos finais de semana tocando juntos na garagem de um amigo.

Desde então não paramos mais e as coisas foram se tornando cada vez mais sérias.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Raimundo: Espaço e dinheiro.

Muitas das grandes e mais tradicionais casas conceituadas de São Paulo, acabam que por muitas vezes limitando o espaço para que bandas autorais possam ter a oportunidade de mostrar o seu trabalho ao vivo,  e por aqui temos ótimas bandas das mais variadas vertentes.

E tantas vezes as bandas para ter tal acesso, tem que pagar cotas de ingressos abusivas, para tocar para uma casa vazia em uma matinê de domingo por exemplo.

Mas isso também se deve muito a um determinado público, que por muitas vezes preferem sair de casa e pagar para ver bandas covers, isso ainda vende muita cerveja para os donos de casas de shows e Rock bar.

Procuramos sempre união com todas as bandas que estão no mesmo barco que o nosso, para nos fortalecermos e para juntos fazermos o nosso próprio movimento, conquistando o nosso próprio espaço.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Raimundo: Em Guarulhos, inclusive no nosso bairro,  temos o Don Ramon Rock Bar, que apesar de pequeno, abre espaço para muitas bandas, promovendo ótimos festivais de bandas independentes de vários lugares, não só de São Paulo, mas também de outros estados.

Trouxe também bandas já renomadas como o CLAUTROFOBIA, DANCE OF DAYS, SUPLA, BRUNO SUTTER e etc, e teremos agora em Outubro o VOODOOPRIEST, do qual vamos abrir também o show.

Temos o Deco Music Bar, Ballybagus e o Café filosófico, casas que abrem espaço para novas bandas.

Além disso, temos também a ACRG - Associação Cultural Rock Guarulhos, que reúne muitas das bandas da nossa cidade, afim de  difundir,  preservar e manter sólido o movimento Rock ‘n’ Roll aqui em nossa cidade, promovendo eventos, festivais, reuniões, jams, entre muitas outras coisas.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Raimundo: Para nós, o Metal e suas vertentes só estão acabando para os saudosistas, para as pessoas que não olham  ou não valorizam  o novo  ou  simplesmente não se importam com o tanto de novas ótimas bandas que estão por aí.

Nunca existirá outro IRON MAIDEN ou outro JUDAS PRIEST ou um novo Black Sabbath, mas existem várias novas bandas que estão inovando, fazendo algo atual e que ainda levantam a bandeira e mantém o Metal vivo.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Raimundo: O cenário Underground no Brasil sempre existiu, sempre se manteve como pode, mas infelizmente muitas bandas aqui dentro do nosso país não tem o seu merecido reconhecimento e valorização.

Tanto bandas que já tem um nome, quanto novas bandas que procuram o seu espaço.

É preciso expandir, é preciso união, valorização, respeito, é preciso levar a música independente em lugares onde ela nunca esteve antes.

E se no seu bairro, no lugar onde mora, não existe um cenário, faça-o você mesmo, junte-se a quem tem os mesmos objetivos que você, junte uma galera e faça sua música, seu show, o seu movimento.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Raimundo: Nos vemos por aí pela estrada!!!


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