terça-feira, 21 de novembro de 2017

MATAKABRA - Prole (EP)


2016
Selo: Independente
Nacional

Nota: 9,1/10,0

Tracklist:

1. Executado
2. Pesadelo
3. Prole


Banda:


Rodrigo Costa - Vocais
Fernando Marques - Guitarras
Blico Paiva - Guitarras
Rafael Coutinho - Baixo
Theo Espindola - Bateria


Convidado:

Bruno Saraiva - Teclados


Contatos:

Site Oficial:
Twitter:
Instagram:
Assessoria: https://www.facebook.com/cangacorockcomunicacoes/ (Cangaço Rock Comunicações)


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Um fator interessante do Nordeste do Brasil é que uma grande parte das bandas dessa região tem forte apelo no Metal “Old School”, ou seja, muitos preferem ir por um caminho já bem conhecido. E supreendentemente surge em Pernambuco uma banda com uma sonoridade mais moderna: o MATAKABRA, que nos brinda com uma aula de Metal jovem em “Prole”, seu recém-lançado EP.

Para início de conversa, o grupo faz um trabalho moderno que transita entre o Metalcore e estilos mais modernos de Metal, mas mesmo assim, se percebe uma influência de estilos mais extremos, pois “Prole” é bruto e destrutivo de uma forma próxima ao Death Metal. E não, não existem vocais limpos ou passagens mais melodiosas muito evidentes (as linhas melodiosas são muito subjetivas), aqui é para dar dor no pescoço e fazer os ouvidos incautos sangrarem. Mas ao mesmo tempo, se percebe que a energia que flui do disco é algo abusivo, além de muitas quebradas de ritmo e riffs que encaixariam muito bem em bandas de Death Metal extremo, o que torna o trabalho do grupo bem diferente. E ponham nisso algumas passagens bem sutis de teclados.

Usando o bom e velho “D.I.Y” (ou “Faça Você Mesmo”, velho lema do underground), a qualidade sonora é abrasiva e gordurosa, cheia de peso e timbres extremamente agressivos. Mas não pensem que não se compreende o que a banda está tocando, mas é justamente o oposto: tudo está claro aos ouvidos. Ou seja, a aporrinhação do seu vizinho churrasqueiro de fim de semana está garantida!

A arte é bem simples, um trabalho bem legal de Felipe Vaz Luza, que ressalta o lado agressivo e opressivo da música do grupo. E fica óbvio o conteúdo lírico deles.

E tome uma voadora nos dentes, pois o MATAKABRA não está para brincadeiras! O troço é doido com eles, mas sempre bem feito e com arranjos dinâmicos que não nos deixam sair do lugar. É começar a ouvir e ficar grudado na banda.

Sem dó dos ouvidos, a banda já chega com uma porrada seca nos cornos chamada “Executado” (cheia de energia e muito empolgante, mudanças de tempo muito boas, mas reparem bem nos riffs extremos que foram mencionados acima), seguida do ataque de brutalidade e tempos mais lentos de “Pesadelo” (que destila bons momentos técnicos em ótimas passagens de baixo e bateria), e algumas melodias mais subjetivas dão as caras em “Prole”, um autêntico “rasga-pregas” intenso e moderno (recheado de ótimos vocais e teclados pontuais bem sombrios).

Epa, já acabou???

Sim, infelizmente esse é o ponto fraco de “Prole”: ser um EP com pouco mais de 11 minutos, pois do jeito que o grupo é empolgante, merece um álbum completo!

Bela banda, e esperamos que venham com um álbum da próxima vez!

Ponho fé!

LIFE IN BLACK (Thrash/Heavy Metal - São Paulo/SP)


Início de atividades: 2014

Discos lançados: “Broken Ego”

Formação atual: Daniel Monfil (vocais), Ricardo Oliveira (guitarras), Marco Alexandre (guitarras, vocais, teclados), Marco Guerra (baixo, vocais), Richard Brandelik (bateria)

Cidade/Estado: São Paulo/SP




BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Daniel Monfil: a banda iniciou em 2014, após a separação do Hate for Revenge. Eu,  Ricardo Oliveira e o ex-baixista do Hate for Revenge decidimos seguir formar uma nova banda, com uma sonoridade mais atual e agressiva.

E chamamos o grande Marco Alexandre do lendário Poseidon pra tocar e assim foi formado o LIFE IN BLACK.

O Richard veio um tempo depois da banda já esta formada.

O incentivo foi basicamente renovar nosso som e tocar muito pra essa galera nova


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Daniel: muitas dificuldades. Pouco apoio da mídia, público somente apoiando as mesmas bandas ou covers, e infelizmente muita gente que esta na cena underground somente pra aparecer (fazer graça).


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Daniel: Sampa ainda é um lugar bacana pra tocar, mas está saturado de locais com bandas covers. Hoje, o interior e fora de Sampa, a galera é muito melhor como público. E de estrutura, não temos o que reclamar, só tocamos em casas bacanas.

Mas para uma banda de som autoral, acho que tocamos bastante. Mas não está fácil...

Tem que correr muito atrás.

BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Daniel: coisa de fase, todos vão parar uma hora. Mas sempre tem renovação no Metal, só não podemos ficar de olhos fechados para as bandas novas, pois serão elas que vão ocupar a cena daqui um tempo.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Daniel: nossaaaaa, muita coisa! Infelizmente quase tudo precisa mudar. Desde o público viciado em bandas covers, como produtores que tratam as bandas igual lixo. E as bandas precisam se unir mais também, para conseguir atingir voos maiores. Juntos, não teria pra ninguém. Mas tem alguns nomes que não se envolvem ou se acham os fodões, e isso só prejudica mais todo mundo.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Daniel: bom, o LIFE IN BLACK agradece o espaço e todo mundo que acompanha nosso trabalho. Sempre feito de forma honesta e humilde.

E aguardem o segundo álbum logo vai estar ai... Aguardem!

E BORA PRO ARREBENTO!!!!

Abraços!

Ouça “Broken Ego” na íntegra:



MONSTRATH (Death Metal - São Paulo/SP)


Início de atividades: 2015

Discos lançados: Single “Child of God”

Formação atual: Loi Trejo (vocais), J. Luger (guitarras), Morales Elmano (baixo), Niko Teixeira (bateria)

Cidade/Estado: São Paulo/SP


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Morales Elmano: Esse “projeto” começou com uma conversa que tive com Loi sobre tocar Metal, eu estava tocando blues com amigos e com muita vontade voltar a tocar Metal. Chamamos J. Luger para as guitas e composições, eu e Loi fazemos a divulgação.

Nós queríamos um som poderoso e coeso, sem firula, Death Metal puro. Surgiu MONSTRATH.


BD: Falem um pouco sobre este atual álbum. Como esta sendo feita a parte de composição, gravação e quando será seu lançamento?

Morales: A composição, deixamos a cargo de Luger, centralizamos para surgir um timbre único, faço os arranjos do bass, Niko da batera e Loi do vocal, gravamos cada um em um lugar dessa vez, conseguimos timbrar com um custo menor e uma qualidade excelente. Estamos prevendo o lançamento para maio de 2018.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Morales: Amigos da Metal Samsara, isso é um problema generalizado aqui no brasil, enfrentamos a falta de investimento, nosso budget é baixíssimo, então estamos trabalhando com o mínimo, a produção está com Tchelo Martins que está fazendo mágica. Entendo que faltam locais para shows especializados onde uma banda nova possa mostrar seu trabalho e receber um pagamento, mesmo que o mínimo. Divulgação além do Facebook e Instagram, que são os meios mais barato para se divulgar, mas se você não tem como pagar acaba ficando uma divulgação fraca.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Morales: Luger e Loi são de São José dos Campos, Eu estou morando em São Paulo, Niko é de Taubaté, juntando as 3 cidades deve ter alguma coisa boa, ainda não tocamos muito, nós esperamos em 2018 ter alguns shows mais profissionais para mostrar a verdadeira essência da banda.

Produtores: por favor, olhem para as bandas novas com olhos clínicos e mente aberta. Estrutura boa? Difícil!


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Morales: Cara, já ouvi que o metal acabou desde 2000 mais ou menos, Rock’n’roll nunca vai acabar por que é sincero, não é uma modinha tosca a lá funk carioca, sertanejo. Metal não é 1 música, é um estilo, é uma vida. Diminuiu muito sim, mas nunca acabou.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Morales: Bem, pra mim já deu certo faz tempo, estamos numa entressafra que promete soltar muitas bandas boas nesse futuro próximo. O que falta é um pouco de incentivo da mídia e produtores. E insisto em dizer que o público deve apoiar sempre as bandas novas.



BD: Fale um pouco do recente videoclipe lançado. Como foi trabalhar nele e produzi-lo?

Morales: Processo difícil e prazeroso ao mesmo tempo, escolha da música, produtor, gravação da música, captação de imagens, local, isso tudo leva tempo, e demorou um pouco mais por eu morar em SP. O produtor Ricardo Palomares nos trouxe as ideais, e um amigo “emprestou” o local, a partir daí foi cansativo, mas o resultado foi melhor do que esperava, mais de 3 mil visualizações orgânicas, para um primeiro trabalho está ótimo, e se alguém ai quiser ajudar acessa lá o link abaixo e manda bala ajudando a divulgar.


BD: Quais são os projetos futuros da banda?

Morales: Terminar o primeiro álbum que está sendo produzido por Tchelo Martins, lançar em 2018, e começar a tocar.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Morales: Primeiro quero agradecer esse espaço, galera do Metal Samsara, Patrick e Sangue Frio Produções, Mike da Downfall Records, Maranhão da RMZ Produções.

Você que curte Metal, seja a vertente que for não deixe de curtir os shows das bandas novas, sei que não dá para ir em todas, mas ajude a banda que você gosta, divulgue, compre merchand, entre em contato, esse apoio é especial para todas as bandas. Vou deixar o e-mail da banda para quem quiser saber mais.

Obrigado a todos!

MONSTRATH 2018!


Links para contatos:

Facebook: @monstrath
Instagram: @monstrath_official

Links para audição:
www.monstrath.com (Aqui tem todos os links para você ouvir, assistir e comprar a banda Monstrath)

Amazon Music: http://a.co/bLshs0p


Veja o vídeo oficial de “Child of God”:


PERPETUAL LEGACY (Symphonic Metal - Brasília/DF)


Estilo: Symphonic Metal

Início de atividades: 2014

Discos lançados: “A New Symphony for Him”

Formação atual: Michelle Rodovalho (vocais); Bruno Souza (guitarras); Rafael Lobo (teclados); Matheus Maia (baixo)

Cidade/Estado: Brasília/DF

Influências musicais: Nightwish, Epica, After Forever.




BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

A banda iniciou após Matheus (Baixo) e Michelle (Vocais), que participavam de uma outra banda juntos, descobrirem que compartilhavam das mesmas influências e gostos musicais além da vontade de fazer um projeto baseado na junção de Metal, orquestra e corais fazendo algo diferenciado dentro da linha de Metal Sinfônico já existente no mundo.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

O cenário nunca foi 100% favorável. No nosso caso as dificuldades são ainda maiores por se tratar de uma banda de Metal, com o som Sinfônico e totalmente voltada ao cristianismo. Com todos esses fatores, a procura por eventos é bem pequena e as possibilidades um tanto quanto restritas, mas nada que nos abale. Procuramos fazer a divulgação pelas plataformas digitais e mídias sociais e estamos tendo ótimos resultados dentro do que a banda sempre se propôs a fazer.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

A capital do rock já não é mais a mesma há muitos anos. As condições já foram ótimas, passaram a boas e hoje são praticamente nulas. Por incrível que pareça tocamos mais fora da nossa cidade e quando acontece de tocar por aqui a estrutura é mediana, salvo algumas exceções onde a estrutura chega a ser fantástica.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?
O metal é um estilo musical. A música sofre mutações, altos e baixos com o passar das décadas, mas é uma linguagem universal. Dizer que o metal está no fim seria declarar o óbito da música e principalmente da música de boa qualidade que em muitos casos é levada até mesmo como um estilo de vida. Então, podem ter poucas pessoas dispostas a seguir esse estilo de vida ou até mesmo valorizar a boa música ou o metal propriamente dito, mas esse número nunca será zero.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Infelizmente somos obrigados a olhar para a Europa como um exemplo de educação musical. No velho continente a música é levada a sério e obrigatória durante todas as fases do ambiente escolar fazendo com que pessoas sejam formadas valorizando a verdadeira música e a música de boa qualidade, tendo como consequência a valorização do cenário de qualquer estilo musical que tocar por lá. No nosso país o músico não é levado a sério e muitas vezes vira piada e sinônimo de desemprego. Isso tem por consequência uma estrutura educacional que não valoriza a música criando pessoas que não se importam com qualidade e conteúdo. Para que o cenário dê certo no Brasil, a música precisa ocupar o lugar que ela merece e ser usada principalmente como formadora de pessoas que consigam construir conteúdo de qualidade e valoriza-lo.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Não deixem de nos acompanhar nas redes sociais e dar o seu apoio. Se você assim como nós, espera concretizar o sonho de formar uma banda, lembre-se que o trabalho nunca termina. Investimentos serão necessários seja em forma de recursos financeiros ou tempo e a sua boa aplicação em qualidade e estrutura são ideais para possamos começar a mudar o nosso cenário.


Links para contatos:


Links para audição:

http://www.deezer.com/br/album/11244724

Veja o vídeo Clipe oficial de “Looking for the Endless Light”: 


HAMMERFALL: release new video trailer for their "20 Year Anniversary Edition"!


When HAMMERFALL released their debut album “Glory To The Brave” in 1997, the five Swedes launched a true heavy metal revival overnight. While the mainstream was saturated with grunge and the metal scene was dominated by black and gothic acts, this traditional metal record was like a godsend and heralded a new era. Now, 20 years later, Nuclear Blast is set to release a fan must have: a “20 Year Anniversary Edition” of the cult album - just in time for Christmas!

Today, HAMMERFALL unveil the official trailer for the upcoming release, which can be viewed here: https://youtu.be/pE3XNNKXfTE


The pre-orders have already started! The gold and black Vinyl, as well as the digital version of the album, will be released on December 1st - with the extensive fan box set (2CD-Digi/DVD+other fan articles, see below) dropping on December 15th (the box set release was postponed!)

Pre-order “Glory To The Brave - 20 Year Anniversary Edition”, which will be released with brand-new cover artwork, physically here: http://nblast.de/HammerfallGTTB20Years

Or get the digital version: http://nblast.de/HammerfallDigital

“For us, the immense success was a real shock in the beginning,” singer Joacim Cans recalls. Suddenly after the release of their debut album, HAMMERFALL were considered to be the saviors of true metal. They received countless rave reviews from magazines, Wacken Open Air booked the band at prime time on the main stage, Kai Hansen invited the band personally to join as support on the GAMMA RAY tour and the CD entered the German album charts at the amazing position of #38 – an unbelievable achievement during this time. "Our advantage was that no one has expected us and our album. We only did what we wanted and felt compelled to do", continues Cans. The band”s passion was influenced by their heavy metal peers: German metal acts like ACCEPT, HELLOWEEN and STORMWITCH - but also by the underdogs, including WARLORD or PICTURE. “I”m still very proud of this album, it has turned our lives upside down” the vocalist concludes.


The re-release includes the completely remastered version of “Glory To The Brave”, a radio edit of the legendary title track as well as the great cover version of the STORMWITCH classic “Ravenlord”. The bonus CD will include live versions of “The Metal Age”, “Steel Meets Steel”, “Stone Cold”, “Glory To The Brave”, “Hammerfall” and “The Dragon Lies Bleeding”, as well as a medley of numerous tracks off of their first class debut album, which was recorded live this year at a show in Berlin.


In addition to this, the double CD will also include a bonus DVD containing the first chapters of their “The First Crusade” documentary, which was originally published on VHS. As well as four new, historically edited interview chapters, the DVD also includes a live recording of the band’s Dynamo Open Air show at Eindhoven in 1998. The album will be available as a Digipak box set, including a booklet containing detailed liner notes, photos from the private archives of the band as well as magazine articles, flyers, posters and much more. Fans can also purchase the audio part separately, which includes bonus tracks as a double-vinyl in various colors. There has been no other album that was quite as important for the development of heavy metal in the nineties and now, the milestone will be published in a comprehensive deluxe edition that leaves no fan’s wishes unfulfilled!


Tracklist:

DIGI, ALBUM TRACKS REMASTERED

CD1

01. The Dragon Lies Bleeding
02. The Metal Age
03. HammerFall
04. I Believe
05. Child Of The Damned
06. Steel Meets Steel
07. Stone Cold
08. Unchained
09. Glory To The Brave
Bonus:
10. Ravenlord
11. Glory To The Brave (radio edit)


CD2 (bonus) - Live

01. The Metal Age (1998)
02. Steel Meets Steel (1998)
03. Stone Cold (1998)
04. Glory To The Brave (2012)
05. Hammerfall (2012)
06. The Dragon Lies Bleeding (2012)
07. Glory To The Brave Medley (2017)

BONUS DVD

The First Crusade:

01. Introduction  
02. Steel Meets Steel - First Live Show   
03. Glory To The Brave - Clip 1
04. HammerFall   
05. Steel Meets Steel – Live 
06. Glory to the Brave - Clip 2
07. The Making of „Glory To The Brave“  
08. Ravenlord - Live (Stormwitch cover)   
09. The Metal Age - Live   
10. Nominated for the Swedish Grammy Award  
11. Stone Cold -Live   
12. Interview


Interview 2017:

13. Chapter I: The Early Days
14. Chapter II: The Rockslaget Festival
15. Chapter III: The Album
16. Chapter IV: New Members, Wacken & Touring


Live: Dynamo Festival 1998

17. Child Of The Damned
18. The Metal Age
19. Steel Meets Steel
20. Eternal Dark
21. The Dragon Lies Bleeding
22. Stone Cold
23. HammerFall


2LP (140g, 33 RPM) ALBUM TRACKS REMASTERED

Side A
01. The Dragon Lies Bleeding 
02. The Metal Age 
03. HammerFall 
04. I Believe 
05. Child Of The Damned  

Side B
01. Steel Meets Steel 
02. Stone Cold 
03. Unchained 
04. Glory To The Brave

Side C (Bonus)
01. Ravenlord
02. The Metal Age (live 1998)
03. Steel Meets Steel (live 1998)
04. Stone Cold (live 1998)    

Side D (Bonus)
01. Glory To The Brave (live 2012)
02. Hammerfall  (live 2012)
03. The Dragon Lies Bleeding  (live 2012)
04. Glory To The Brave – Medley (live 2017)

Check also:
“Glory To The Brave” (Official Video): https://www.youtube.com/watch?v=YLQtS84ccyk


“HammerFall” (Official Video): https://www.youtube.com/watch?v=3geTo96RwMo


More info:

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

ARMUM (Death Metal - Goiânia/GO)


Início de atividades: 2011
Discos lançados: EP “Infernal Domain”
Formação atual: Camila Andrade (baixo, vocais), Gesiel Coelho (bateria), Guilherme Aguiar (guitarras)
Cidade/Estado: Goiânia- GO


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Camila: A banda teve início em 2011 com o Gesiel, que tinha imensa vontade de ter um projeto voltado para o Death Metal, na época ele era guitarrista, e começou também nos vocais da banda e me convidou para tocar baixo, daí partimos a procura de baterista para fechar a formação como um power trio. O maior incentivo penso que seja gostar muito de Death Metal!!


BD: Falem um pouco sobre o atual EP. Como foi feito a parte de composição, gravação e como foi lançamento?

Camila: As composições das músicas no geral são feitas pelo Geisel, e em estúdio de ensaio são finalizadas e lapidadas com a banda toda. O EP “Infernal Domain” foi gravado ao vivo aqui em Goiânia mesmo, a banda já estava caminhando para quase 5 anos de formação, surgiu uma mini turnê para fazer no Sul do país e como não tinha nenhum material físico optamos pelo EP ao vivo, algo mais rápido. Foi lançado no final de 2016 e agora em 2017, depois da parceria com a Sangue Frio Produções, já está disponível nas plataformas digitais.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Camila: Costumamos dizer que para nós a maior dificuldade está nas constantes mudanças de formação, encontrar dentro do nosso cenário pessoas que encarem a banda e a estrada com a mesma visão proposta desde o início que é tocar por todo o país e fora também. E depois o lado financeiro já que todos nós temos que trabalhar, não podemos viver exclusivamente para a banda e tudo que envolve ensaio, equipamento, gravação, viagens tem custos, muito altos por sinal, tanto para bandas como para produtores.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Camila: Em Goiânia acontece um ou dois grandes eventos no ano que consideram de ótima estrutura, alguns deles já tivemos a honra de tocar abrindo para bandas como KRISIUN, KORZUS, VIOLATOR, e outras, os demais eventos são feitos em pubs e estúdios, uns com bons equipamentos outros nem tanto, mas a galera comparece e as bandas se viram como podem para fazer a coisa acontecer. Tocamos sim bastante em Goiânia, até duas vezes por mês geralmente. 


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Camila: Com certeza o Metal é imortal não vai desaparecer. Os mestres se vão, mas deixam seu legado, suas histórias que inspiram quem está chegando na cena e quem já faz parte dela. Se depender de nós, estamos ai na correria fazendo o possível para isso não acontecer.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Camila: Na minha humilde opinião (risos) o que tenho visto é que está faltando o reconhecimento e valorização da própria galera brasileira ao que tem aqui no nosso país, temos excelentes músicos, excelentes bandas, materiais de qualidade que nem dá para acompanhar. Muitos headbangers têm bagagem e história para compartilhar e acrescentar, mas infelizmente no meio há uma minoria de “dinossauros” do Metal que por que viveram em uma época de difícil acesso aos materiais, que enviavam cartas, gravavam fitas uns para os outros e tal, dizem ter vivido o metal verdadeiro e não valorizam a cena atual. Cada época tem suas características estamos na época de compartilhar, curtir, tudo é acessível, a nossa fase é agora então vamos dar o máximo agora. E que os donos de estúdios e pubs com equipamentos foda, por favor abram espaço para o metal extremo também.


BD: Fale um pouco do recente videoclipe lançado. Como foi trabalhar nele e produzi-lo?

Camila: O vídeo mais recente da faixa “Battle of Armageddon” foi proposto para lançar a nova formação com o Guilherme na guitarra, que tem somado muito para banda já que a parte de produção de áudio e vídeo foi feita por ele. Fizemos tudo de forma bem tranquila coletando as imagens no estúdio de ensaio e o áudio pela Blastbeat Records que é de produção do Guilherme.


BD: Quais são os projetos futuros da banda?

Camila: Tocar sem parar, pegar a estrada, fazer novas parcerias, conhecer galera nova fazer amizades em diferentes regiões do Brasil. E não deixando de lado a produção de um disco de qualidade agora para 2018, com esse material pronto faremos divulgação mini-turnê pelos países latinos e quem sabe Europa!


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Camila: Muito obrigada a vocês do Metal Samsara por mais uma oportunidade de estar disseminando nosso trabalho, fortalecendo o Death Metal, uma hora participar dessa entrevista, para a galera aqui, curtam a página do ARMUM, nos procurem nas redes sociais para trocar ideias, para fazer convite para shows!! Valeu até a próxima...


Links para contatos:



Links para audição:


AmazonMusic: http://amzn.to/2vSu5Km 

Veja o vídeo para “Battle of Armageddon” 

domingo, 19 de novembro de 2017

O Levante do Metal Nativo - Recuperação da Alma Mater brasileira


Por Marcos “Big Daddy” Garcia


Desde cedo, o ouvinte de Metal está acostumado a ver/ouvir elementos das culturas europeias. Algo óbvio, uma vez que, em termos de quantidades de discos relevantes lançados, a Europa suplanta atualmente os EUA.

Vikings, celtas, paganismo/mitologia, literatura... Quase sempre temos nomes como IRON MAIDEN, BATHORY em sua “fase viking”, AMON AMARTH, entre tantos outros, evocando a cultura dos povos antigos de seu continente de origem, ou então, aproveitando de elementos históricos ou mesmo da literatura de seus países e autores.

E o Brasil?

Encarte de  “Arise”. Reparem nas imagens de fundo.

Bem, digamos que as origens da preocupação das bandas de Metal brasileiro com a cultura de seu próprio país têm raízes não muito velhas, tão pouco são recentes. Se formos falar de forma determinística, a primeira vez em que o SEPULTURA levou aos palcos adornos de palco que lembram a cultura indígena Pré-Colombiana na época de “Arise”. Estas figuras surgem no encarte do LP, como aqueles ídolos de pedra de origem Tolteca.  Não sei antes, sou sincero, mas esse seria o momento em que começa o Levante do Metal Nativo do Brasil.

Basicamente, a palavra “levante” neste texto tem a conotação de revolta, de oposição. Revolta contra o descaso, e oposição não no sentido de não receber a cultura de fora (o que seria uma tolice, já que o Brasil é um dos países mais mestiços do mundo), mas de rebuscar as raízes de sua própria cultura. Em suma: já que se fala tanto em vikings e celtas, bem como de autores europeus e americanos, por que não aproveitar a riqueza histórico/cultural/social de nosso país, seja nas coisas boas ou ruins, para suas músicas e letras?

Se formos falar em termos de história, o SEPULTURA continua sendo um pioneiro nesse sentido. “Kaiowas”, uma instrumental de “Chaos A.D.”, vem nos lembrar da luta do povo indígena no Brasil, em especial os Guaranis-Kaiowás. Em 2012, uma carta lembrou o número de suicídios entre esta etnia, um genocídio silencioso daqueles que lutam para sua terra não ser invadida e tomada por grandes senhores de lavouras ou criadores de gado. 

SEPULTURA da época de “Arise”.

Esta ligação do quarteto com a cultura dos índios se torna ainda mais forte em “Roots”. Aliás, não apenas a instrumental “Itsári” (aquela que o grupo gravou na Aldeia Pimentel Barbosa, da tribo Xavanti), mas todo o conceito visual e musical de “Roots” foi um autêntico mergulho na Alma Mater do Brasil. Basta olhar as letras e dar de cara com certas referências. Ou mesmo no vídeo de “Roots” e “Ratamahatta”. Nem mesmo a Ditadura Militar foi esquecida, bastando uma olhadinha em “Dictatorshit”.

Talvez a oposição dos fãs mais velhos na época (1996) tenha sido primordial para que este despertar nativo tenha demorado um pouco mais.

ANGRA da época de “Holy Land”.

Óbvio que o ANGRA tem sua colaboração com “Holy Land”, de 1996. Mas já haviam feito algo que buscava um pouco da nossa musicalidade em “Angels Cry” com um “insert” regional em uma das canções, mas a brasilidade aflora nos temas de “Holy Land”. De certa forma, poderíamos dizer que o quinteto paulista quase que adaptou a visão do escritor Camões em suas letras. O ponto de vista lírico é neutro, mas tende a observar a história da perspectiva do colonizador (o que não é errado, pois é apenas história).

“Roots” e “Holy Land” tiveram, ao seu modo, um impacto comercial forte e mostrou ao mundo um pouco da cultura mestiça de nosso país.

MIASTHENIA.

Mas podemos dizer que a revolta do Metal brasileiro começa mesmo em 1995. Neste ano, timidamente, o MIASTHENIA mostra a cara com sua Demo Tape ao vivo. Em “Tempos Negros”, já com algumas referências à cultura indígena Pré-Colombiana. Mas as lanças e arcos são erguidos em definitivo com “XVI”, de 2000. O próprio título já é uma referência ao início do processo de colonização da América do Sul pelos colonizadores, bem como a resistência dos povos ameríndios à chegada do colonizador. No álbum mais recente, “Antípodas”, o grupo conta, pela perspectiva dos nativos, a saga de Francisco de Orellana descendo o rio Amazonas de sua origem nos Andes até a foz, e a guerra da tribo guerreira das Icamaúbas.

Também na década de 90, surge um nome marcante do cenário brasileiro: OCULTAN, de São Paulo. Desde a Demo Tape “Regnus ad Exús” de 1996, a temática do grupo foca as entidades da Quimbanda, que pode ser descrita como sendo “um culto Necromântico, ela é uma síntese entre cultos africanos, bruxaria européia e elementos indígenas”, lembrando uma entrevista de Count Imperium (vocalista do grupo) para o Metal Samsara. Óbvio que o ponto de vista é blasfemo, mas a diferença: os exus tomam o lugar das figuras demoníacas de origem judaico/cristã, algo nunca feito até então. Hoje em dia, as letras da banda ganharam maior complexidade, mas a figura de Exu continua presente.

OCULTAN.

Com a chegada da segunda década do século XXI, esse rebuscar da cultura do Brasil (bem como figuras obscuras e momentos de nossa história) ganha mais força.

Se analisarmos com mais calma, vemos o ARANDU ARAKUAA de Brasília (DF) rebuscando suas raízes indígenas, como pode ser ouvido nos dois discos do grupo, “Kó Yby Oré” (2013), e “Wdê Nnãkrda” (2015), no que podemos chamar de Brazilian Folk Metal, uma vez que usam elementos musicais derivados da cultura indígena e letras em Tupi. O grupo chegou a ser centro de uma matéria da BBC.

ARANDU ARAKUAA.

Nessa mesma linha, embora ainda em estágios iniciais, também tempos o TUPI NAMBHÁ, também de Brasília, que em seu primeiro trabalho, o EP “Invasão Alienígena” (2017), mostra a visão dos povos Pré-Colombianos do Brasil em relação aos colonizadores, como se fosse uma invasão de seres extraterrestres. O que não deixa de ser uma verdade, já que a mesma visão do índio como “bárbaro, pagão e inculto” de espanhóis, portugueses, holandeses e franceses era devido ao bojo cultural desses.

Outro que vem para falar de suas raízes indígenas é o quinteto paulista VOODOOPRIEST, que toca Thrash/Death Metal. Capitaneado por Victor Rodrigues (ex-TORTURE SQUAD), o grupo mostra a força do sangue mestiço que fertiliza o solo do Brasil em “Mandu”, disco conceitual que trata da revolta indígena na capitania hereditária do Piauí entre 1712 e 1719. O líder da revolta: Mandu Ladino, um índio Arani que fora cristianizado e posteriormente vendido como escravo. A Revolta de Mandu Ladino (como é conhecido este movimento) nasce do rancor de Mandu ao ver a cultura de seu povo der tripudiada, e mais tarde, ao ver uma índia (irmã dele) sendo morta, e se estende por Pernambuco, Piauí, sertão de Maranhão e chegará até o Ceará. E nela já se percebe a ganância e maus tratos dos senhores da pecuária contra os povos nativos, algo comum até os dias de hoje (muitas vezes, com as bênçãos dos governos Federal, Estaduais e Municipais).

VOODOOPRIEST.


Imagem do vídeo de “Mandu”, do VOODOOPRIEST.

Do Rio de Janeiro, vem o quarteto TAMUYA THRASH TRIBE. Se no EP “United”, de 2012, já enfocavam temas históricos (em especial em “Immortal King”, cuja letra fala de Zumbi dos Palmares), um grito de consciência histórica/cultural é dado em “The Last of the Guaranis” (2016). Trechos cantados em Tupi-Guarani (“The Voice of Nhanderu (Von)”), canção gravada com coral de crianças da Aldeia Mata Verde Bonita (de Maricá-RJ) dentro de uma oca (“Oreru Nhamandú Tupã Oreru”), lembranças de Lampião (“Vinte e Cinco” e “Violence and Blood”), presença de Zazy Guajajara (uma poetisa cujo trabalho é feito em Tupi, sendo ela da etnia Guajajara Tenetehar, cuja presença vem da adaptação de um de seus poemas, “Háhé’m”, que significa “Gemido”), e mesmo a participação da Babalorixá Gleys Graden e seus ogãs, juntamente com Marcelo D2 na dobradinha “Brado de Xangô” e “Senzala/Favela”.

TAMUYA THRASH TRIBE com Zazy Guajajara. 

TAMUYA THRASH TRIBE em um evento em 2015.

E falando em história, podemos falar do HATE EMBRACE, grupo de Techno Death Metal de Pernambuco, que após um primeiro álbum focado em temas estrangeiros, faz em “Sertão Saga” (2014), seu segundo disco e um álbum conceitual, um mergulho na cultura do Nordeste ao tratar da história de Virgulino Ferreira da Silva, conhecido popularmente como Lampião. Além disso, muito das músicas regionais do Nordeste brasileiro, bem como a arte do Cordel, estão presentes. Vale um adendo: muitos afirmam ser Lampião um bandido comum, mas quantos de fato entendem a opressão dos senhores de fazenda sobre os mais pobres, bem como o descaso do governo federal (que só entrou na questão para mandar caçar e matar Lampião) e dos estados e municípios em promover políticas igualitárias de inclusão e sustento dos menos favorecidos.

HATE EMBRACE.

Capa de “Sertão Saga”.

Existem outros, como o ARMAHDA (SP), GANDAVO (PE), CANGAÇO (PE), MORRIGAM (AM), entre tantos outros. O KABARAH, finada banda de Black Metal de Niterói (RJ), apesar de não ser dedicado exclusivamente a temas brasileiros, tem em “Pytuna-Syk” (de sua primeira Demo Tape, “The True”, de 1998) uma canção cantada em Tupi-Guarani. Parece que, finalmente, o músico brasileiro vem tomando posse de sua herança, sem se sentir inferiorizado.

Não, não há preconceito contra Viking, Celtas ou Folk Metal europeu aqui. Este autor ouve e gosta destes estilos e temáticas, mas não tem medo ou vergonha das raízes culturais do Brasil. Aliás, tem orgulho dessa Alma Mater que tem sido escavada aos poucos e está crescendo.

Talvez, este levante tenha como origem a frase “e por que não?”, já que:

- Por que não usar temas Pré-Colombianos ao invés de Vikings?
- Por que não falar da história do nosso país, ao invés de falar de outros?

No fundo, muitas vezes somos levados ao desprezo às nossas raízes por culpa de ensinamentos grotescamente errôneos. Algumas coisas que já ouvimos:

- “O índio é cachaceiro e vagabundo!”: não, meus filhos não... O índio do Brasil vivia em harmonia com a natureza, pela qual nutre respeito (já que ela é divina na visão dele). Ele não extrai dos recursos naturais mais do que o necessário para a própria subsistência, algo que o consumismo em que vivemos condena veementemente. Você é manipulado para acreditar nesse tipo de mentira, uma vez que raramente temos a oportunidade de ver/ouvir/conviver com índios nos dias de hoje;

- “Cangaceiros eram bandidos e estupradores!”: não discordo da existência de crimes por conta dos cangaceiros independentes (que não seguiam ordem de quem quer que fosse, além do líder do grupo), mas penso que a polícia no sertão tinha as mesmas práticas cruéis (muitas vezes, piores que as dos próprios cangaceiros). Além do mais, para muitos, o cangaço independente não era uma opção por mera bandidagem de “quem não queria trabalhar”, mas a única saída para as muitas injustiças que acometiam o povo do Nordeste da época. Além do mais, narrativas dão conta que Lampião mantinha seus cangaceiros sob rígida disciplina. Infelizmente, muito desses conhecimentos são plantados por campanhas ideológicas tanto do governo como dos grandes fazendeiros.

- “Os negros têm que agradecer por terem sido escravos!”: Sim, já li/ouvi este tipo de coisa, baseada no pensamento que o povo africano era “bárbaro, inculto, pagão”, logo, a escravidão teria lhes dado noções de sociedade. Antes de tudo, é preciso entender que cada povo da antiguidade tinha sua própria noção de sociedade, valores e cultura. E tal julgamento se dá mediante à uma visão totalmente paralela ao pensamento do colonizador, que reconhecia apenas a si mesmo como “civilizado, culto e cristão”. Foi contra esse tipo de pensamento que Zumbi dos Palmares se ergueu.

Zumbi dos Palmares.

Há muitos pontos que poderiam ser narrados aqui, mas o texto perderia o sentido. No fundo, esta “rebelião” das bandas brasileira contra os modelos já estabelecidos e propostas de novos (que são bem vindos, pois aglutinam ainda mais cultura ao gênero) é algo saudável. Ele também gera conflitos internos, pois nos força a pensarmos fora da caixinha de ideias a que fomos condicionados por anos e anos. Para isso serve o levante do Metal nativo do Brasil.

Aliás, sendo sincero: o nome desse artigo, eu peguei o nome emprestado de um grupo de bandas do Brasil que visa justamente a valorização dos elementos de nosso país no Metal, o Levante do Metal Nativo. Não se trata de mais uma “panelinha” de bandas a causar divisões e problemas ao cenário nacional (como algumas por aí com suas regras), mas cujo trabalho é unir e fortalecer o uso este lado cultural/histórico no Metal brasileiro.

A nossa Alma Mater agradece... O Metal agradece...

E segue a rebelião, segue o levante...