segunda-feira, 6 de novembro de 2017

DUST COMMANDO (STreER Metal - Taquari/RS)


Banda: DUST COMMANDO

Estilo: STreER METAL

Início de atividades: 2013

Discos lançados: “Chaos Lives in Fur” (Full Length - 2015) e “Between Chaos And Grace” (EP, 2016)

Formação atual: Thiago Rabuske (vocais, guitarra), João Vitor Martins (guitarras, backing vocals), Gabriel Garcia (baixo), Felipe Silva (bateria, backing vocals).

Cidade/Estado: Taquari/RS

Influências musicais (se for músico solo, pode falar dos músicos que o influenciam também): PANTERA, BLACK SABBATH, MESHUGGAH, ALICE IN CHAINS, MEGADETH, SLAYER, DEFTONES


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Em 2013, eu (Thiago) fui convidado para um ensaio com a banda que os 3 integrantes, mais o ex-guitarrista Gabriel Alexandre, tinham, chamada Polaris. O objetivo era ensaiarmos um som do IRON MAIDEN pra eu fazer participação em uma apresentação deles. Como ficou muito bom, começamos a tocar outros covers, e, logo, trouxe algumas composições minhas para mostrar aos guris. No mesmo ano decidimos começar o projeto com tudo, e no ano seguinte já começamos as gravações do primeiro disco - o primeiro single, “Nero”, e o primeiro clipe foram lançados em 2014. Eu estou na cena há uns 20 anos, e sempre quis ter uma banda autoral com um direcionamento sonoro mais pesado, mas sem deixar de lado todas as diversas influências que carrego comigo dos anos 90 pra cá. Como os integrantes todos são bem cabeça aberta quanto a misturar sons, a banda fechou muito rápido.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

O maior desafio de todos é sobreviver num cenário onde pagar às bandas é mais que um desafio para produtores, pois o público, principalmente no interior, onde vivemos, é escasso e bem restrito. Outra dificuldade que temos é a resistência no meio do metal com influências diferentes, que não sejam totalmente metal, o que acaba por restringir parte do público - mas, ao mesmo tempo, abre a possibilidade de pessoas que não são fãs de Metal de curtir um som mais pesado, com referências que lhes soem mais audíveis.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

De 2015 para cá temos tocado com alguma frequência na região do Vale do Taquari, onde moramos, e também em cidades perto que fazem parte de outras regiões. A estrutura, como somos sós mesmos que arranjamos na maioria das vezes, é bom, sim, pois contamos com parceiros que trabalham com qualidade e seriedade no mesmo nível.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Acho que declarar o fim de qualquer coisa é sempre algo muito perigoso e determinista. Aceitar mudanças, muitas vezes, é difícil, mas pode ser o caminho. O tempo passa, as coisas mudam, mas muitas pessoas preferem viver no passado. Nosso objetivo, como banda, é passar uma mensagem através de um som que nos agrade, em primeiro lugar. Se agradar a alguém, já é algo - mas, claro, sempre estamos em busca de público. Então seguimos na luta, simplesmente ignorando este tipo de comentário - afinal, vão precisar de mais que comentários para nos derrubar, para fazer com que paremos. Somos todos apaixonados por música, e seguiremos fazendo nosso trabalho.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião? Eu acredito que no Brasil temos um bom público para o metal - mas, com as brigas e divisões que acontecem muito frequentemente, a desunião acaba sendo muito maior que a união. Então acreditamos que investir na diversidade possa ser um caminho.

Outro ponto importante é a seriedade. Não somente as bandas devem cumprir com suas palavras, mas quem fomenta e organiza, também. Acredito que se todos colaborarem, as coisas podem dar mais certo.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Seguiremos no nosso intuito de levar nosso som o mais longe possível, e trabalhamos incansavelmente para isto. Queremos levar nosso som, e nossa ideia de mente aberta dentro do metal, cada vez mais adiante. Compareçam nos eventos de suas cidades, apoiem as bandas e eventos independentes - só assim teremos condições de, um dia, dizer que temos uma cena forte.



Links para audição:



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P.O.T.U.S.: